QUANTOS ANOS TEM UM GATO?


1 ano = 15 anos humanos

Cada ano suplementar=5 anos humanos

Exemplo: um gato com 5 anos equivale a 15+5+5+5+5 = 35 anos

O período de vida expectável para um gato caseiro é de 16 anos. Os gatos siameses tem uma maior longevidade, podendo atingir os 20 anos.

OS MOVIMENTOS DA CAUDA






Os gatos têm uma vasta forma de comunicação. Podem fazer mais de 100 sons vocais (dez vezes mais do que os cães). Outra forma de comunicação é com a sua cauda, a qual exprime várias emoções:
A cauda abana suavemente para baixo e depois para cimaO gato está relaxado e em paz com o seu meio ambienteA cauda abana violentamente para ambos os lados O gato está zangado. É sinal que o gato está quase a atacar.A cauda está ligeiramente levantada e curvaO gato está interessado por alguma coisaA cauda está erecta mas com a ponta ligeiramente inclinadaO gato está interessado por alguma coisa e está amigável mas com algumas reservasA cauda está totalmente erectaO gato está a dar uma saudação sem reservas. Para os gatos esta acção é uma cópia do que faziam quando enquanto gatinhos saudavam a mãe gata.A cauda está totalmente baixa e possivelmente enrolada entre as duas patas traseirasO gato está totalmente submisso, mostrando que está socialmente na escala mais baixa. Esta atitude num gato caseiro revela tristeza, infelicidade. Pode também indicar alguma doença.A cauda está entufada e erectaO gato está com medo e responde com agressividadeA cauda está entufada e curvaO gato está com medo e responde na defensivaA cauda está parada, erecta, mas a ponta tremeO gato está a ficar ligeiramente zangadoA cauda está erecta mas toda ele tremeDuas causas possíveis: o gato está a marcar território ou o dono está a cumprimentá-loA cauda está de ladoQuando uma gata está no cio e receptiva


Curiosidades



Sabia que:





  • Os gatos domésticos atingem uma velocidade de 40-50 km/hora.


  • O gato usa a cauda para se equilibrar.


  • Todos os gatos domésticos detestam limões ou qualquer outro citrino. Se não quer que o seu gato arranhe determinado móvel, tente esfregá-lo com sumo de limão.


  • Os gatos não vêm muito bem ao perto. Qualquer coisa num raio inferior a 15 cm torna-se muito desfocada.


  • Os gatinhos bebés não conseguem ir à casa de banho sozinhos. A progenitora estimula-os com a língua nos genitais logo após as refeições.


  • Os gatos transpiram pelas patas.


  • Nas gatas malhadas aparecem as cores laranja, branca, amarela, preta e cinza. Um gato macho não pode herdar essa característica. Se um gato macho parece ter 3 cores na verdade ele é mesclado de branco ou raiado, apresentando umas nuances mais fortes e outras mais fracas.


  • O cérebro do gato é mais similar ao do homem do que ao do cão. Os homens e os gatos possuem a mesma região do cérebro responsável pelas emoções.


  • O gato possui mais ossos do que os humanos. Enquanto o homem possui 206, os gatos possuem 245 ossos.


  • Gatos possuem 32 músculos que controlam suas orelha. Ele pode girar suas orelhas, independentemente, a quase 180 graus, e 10 vezes mais rápido do que o melhor cão de guarda.


  • A elasticidade dos ossos dos gatos é apenas 1/10 menor do que a da borracha.


  • Os gatos têm visão binocular, isto é, as imagens são captadas por cada olho e depois sobrepõem-se, facilitando cálculos de distância de extrema importância como o acto de caçar. O gato siamês tem um gene defeituoso que afecta o nervo óptico. Assim sua visão binocular fica reduzida, ocasionando uma visão dupla. Ele procura corrigir isso enviesando os olhos, dando a impressão que é vesgo.


  • Cientistas americanos investigaram 48 homens e mulheres com tensão arterial elevada e descobriram que a tensão dos que possuíam um cão ou um gato subia metade do valor dos que não tinham qualquer animal.


  • Os gatos não podem aperceber-se do sabor doce.


  • Os gatos têm três pálpebras que protegem seus olhos.

Cuidados a ter...



VISITAS AO VETERINÁRIO

Um cuidado que deverá ter com o seu novo gato é fazer uma visita ao veterinário, para que este o examine detalhadamente e o aconselhe sobre aspectos importantes da vida do seu animal de estimação, como por exemplo qual o programa vacinal e de desparasitação a seguir. Nesta visita, deverá fazer-se acompanhar do boletim sanitário do animal (caso este já o tenha) e dispor de toda a informação possível a seu respeito (data de nascimento, tipo de parto, doenças dos progenitores, doenças anteriores quando se trate de animais mais velhos, etc.). Nesta altura, poderá aproveitar para esclarecer com o veterinário as dúvidas que tiver relativamente à alimentação do animal, aspectos reprodutivos e a outros assuntos que julgue necessários.

CUIDADOS DE HIGIENE
Os gatos são animais muito asseados, mas existem alguns cuidados de higiene que os donos devem garantir e que contribuem de uma forma decisiva para o bem-estar dos animais. No aspecto da higiene, os gatos de pelo comprido necessitam de uma assistência mais próxima e frequente.

A utilização do caixote

Os gatos devem dispor desde cedo de um local adequado para os seus dejectos. O caixote normalmente utilizado para este efeito, contendo a areia ou o granulado adequado, deverá estar colocado sempre no mesmo local. Deverá igualmente ser mantido limpo, caso contrário o gato preferirá não o utilizar. Assim, as fezes deverão ser removidas diariamente e a areia ou granulado substituídos seguindo as instruções da embalagem ou sempre que verifique ser necessário.
Mesmo que o seu gato passe grande parte do dia no exterior, mantenha sempre em casa um caixote para dejectos pois o animal poderá ter necessidade de o utilizar, mesmo durante o pouco espaço de tempo que está dentro de casa. Os gatos aprendem facilmente a utilizar o caixote. Bastará que observe o animal atentamente, em especial quando ele acordar e depois das refeições, e quando lhe parecer que irá defecar ou urinar deverá colocá-lo no caixote. Em pouco tempo ele irá ao caixote sozinho. Muitas vezes, os gatinhos aprendem a utilizar o caixote apenas observando a mãe.
Pelagem

Os gatos utilizam a língua para realizar a toilette, ou seja para cuidar da sua pelagem. Removem desta forma pó, pelos mortos, etc. mantendo a pelagem com um aspecto saudável. No entanto, por vezes a toilette não é suficiente para cuidar da pelagem de uma forma adequada, especialmente nos animais de pelo comprido. Por outro lado, os pelos lambidos, quando ingeridos, podem causar problemas aos animais; este risco agrava-se especialmente nas alturas do ano em que a queda de pelo é mais importante.
Assim, habitue o seu animal a deixar-se escovar, de preferência desde jovem. Conseguirá desta forma manter a pelagem com um aspecto limpo e cuidado e contribuirá para evitar os problemas referidos. Além disso, a escovagem do gato também ajudará a revelar a presença de parasitas (p. ex. pulgas) e a eliminá-los mais facilmente. Poderá considerar que os gatos de pelo comprido necessitam ser escovados diariamente, enquanto para os de pelo curto, normalmente é suficiente fazê-lo duas vezes por semana. Além de escovas e pentes, um pano de veludo, seda ou camurça ajudará a manter o pelo do seu animal mais brilhante.

Banhos

Para um gato que normalmente esteja em casa, um banho mensal é suficiente. No entanto, para que os gatos gostem de tomar banho é normalmente necessário habituá-los desde jovens. Utilize água morna, pelo menos à temperatura corporal, e um champô adequado para gatos (anti-parasitário ou apenas de beleza) ou, não sendo possível, um champô para bebés. Tenha o cuidado de manter a cabeça do gato fora de água e de não deixar escorrer água ou champô para os olhos ou para dentro dos ouvidos.
Tenha a água já dentro da banheira ou do alguidar quando ali colocar o gato, para que ele não se assuste com o barulho das torneiras; evite também jactos de água fortes. Será preferível cuidar dos olhos em separado, limpando-os com um pedaço de algodão ou com uma toalha embebida em água. Durante o banho poderá também tapar os ouvidos com algodão para evitar problemas. Depois do banho seque o gato com uma toalha; escove então o pelo e, caso o animal esteja habituado poderá utilizar um secador de cabelo comum, não muito forte, nem na temperatura máxima. Se o seu gato tem uma verdadeira aversão à água, se assegura a realização da sua higiene diária e se está sempre em casa, poderá resolver o problema com uma limpeza periódica utilizando uma toalha húmida e quente.

Limpeza dos ouvidos
Deverá também cuidar regularmente da limpeza dos ouvidos do seu gato, utilizando para o efeito uma cotonete ou uma mecha de algodão, secos ou embebidos em água tépida, soro fisiológico, álcool ou produtos específicos para o efeito, e tendo o cuidado de limpar apenas a região visível. As limpezas em maior profundidade deverão ser reservadas para o veterinário. A limpeza regular dos ouvidos ajuda a prevenir otites e permite detectar quaisquer alterações, permitindo assim um tratamento atempado de potenciais problemas.
Limpeza dos olhos

Limpe regularmente os olhos do seu gato. Nalguns gatos o canal lacrimal fica obstruído com alguma frequência e a secreção lacrimal tende a acumular-se sobre o focinho, formando um resíduo acastanhado. Poderá resolver este problema com um pedaço de algodão seco ou embebido em água tépida.
Cuidados dentários

O gato tem duas dentições, a dentição de leite composta por 26 dentes (14 no maxilar superior e 12 no maxilar inferior), e a dentição adulta composta por 30 dentes (16 no maxilar superior e 14 no maxilar inferior). A erupção dos dentes de leite tem início por volta das 2 a 3 semanas de vida e está completa cerca das 8 semanas de vida. A dentição adulta está completa cerca dos oito meses de vida.
Para que o seu gato tenha uma dentição saudável, deverá implementar algumas medidas básicas de prevenção. Deverá assim habituar o seu gato a deixar escovar os dentes; para isso, logo em pequeno, limpe-lhe os dentes com uma pedaço de algodão ou de gaze e introduza progressivamente a utilização de uma escova de dentes apropriada para gatos ou, na sua falta, de uma escova macia para crianças. Também os hábitos alimentares têm influência na saúde dentária do seu gato; evite as guloseimas e aconselhe-se com o seu veterinário relativamente aos alimentos mais adequados.

Corte de unhas

Os cuidados com as unhas são muito importantes; contribuem decisivamente para que o seu gato não as afie nos locais disponíveis, como sofás, móveis, etc.! Para gatos que vivem permanentemente dentro de casa as unha devem ser cortadas cerca de uma vez por mês. As unhas dos gatos são retrácteis.
Deverá fazer uma ligeira pressão nos dedos para que apareçam; depois de exteriorizar a unha, verá facilmente até onde pode cortar (apenas a porção translúcida) e só então deverá fazê-lo, utilizando um instrumento adequado para o efeito ou mesmo um simples corta-unhas. No entanto, caso nunca tenha cortado as unhas a um gato, nunca tenha visto ninguém fazê-lo, ou não se sinta à vontade para realizar esta tarefa, peça primeiro ao veterinário que o ensine.

CUIDADOS REPRODUTIVOS

Ciclo reprodutivo

As gatas e os gatos atingem a maturidade sexual com cerca de 5/7 e 9 meses de idade, respectivamente, dependendo da raça, da época de nascimento e do peso corporal. As raças de pelo comprido geralmente atingem a maturidade sexual mais tarde. No entanto, as gatas não devem ser cobertas no primeiro cio, uma vez que nessa altura não têm ainda um desenvolvimento corporal adequado, sob pena de comprometer a sua vida reprodutiva futura ou, em casos extremos, de colocar a sua vida em risco.
As gatas são fêmeas poliéstricas sazonais, ou seja repetem-se ciclos éstricos em épocas do ano determinadas, em função da duração diária do período de luz. Nos climas como o nosso, e para animais que vivem ao ar livre, a época de acasalamento decorre geralmente na primavera e pode durar até cerca de seis semanas. Cada ciclo éstrico tem uma duração variável, de 4 a 30 dias. O início de um ciclo (cerca de 1 a 2 dias) caracteriza-se por uma atracção do macho sem receptividade sexual. Segue-se a fase de cio, com uma duração de cerca de seis dias, mas também bastante variável, em que as gatas manifestam um comportamento típico (vocalização repetida, roçam a cabeça e o pescoço nos objectos e nas pessoas, arqueiam o dorso e desviam a cauda para o lado). Nas gatas a ovulação é induzida, ou seja só ocorre depois da cobrição. Caso as gatas não sejam cobertas durante o cio, este volta a repetir-se cerca de 22 dias mais tarde. Quando ocorre ovulação mas a gata não fica gestante, ocorre uma situação de pseudo-gestação, com uma duração de 35 a 45 dias. Caso a gata fique gestante, a duração da gestação é em média de 63 dias.

Cuidados com as gatas gestantes

Quando gestantes, as gatas alteram o seu comportamento, tornando-se em geral mais calmas e dóceis. Normalmente as alterações físicas associadas à gestação só são aparentes depois de passado o primeiro mês, ou mesmo mais, no caso de animais de pelo comprido.
Cerca de uma a duas semanas antes do parto, a gata começa a procurar o local onde os seus filhos irão nascer. O objectivo do animal é dispor de um local quente e confortável, pelo que, caso se trate de uma gata mantida dentro de casa, é preferível providenciar-lhe um local onde os gatinhos deverão nascer, antes que ela resolva encontrar um local pouco desejável para si. Poderá utilizar para o efeito um caixote de cartão com uma abertura lateral; forre este ninho da sua gata com um material quente, de fácil limpeza ou que se substitua facilmente.

Cuidados durante o parto

Quando o momento do parto se aproxima, as gatas ficam mais inquietas, a frequência respiratória aumenta e vocalizam repetidamente. Normalmente, as gatas preferem isolar-se para parir, chegando a adoptar comportamentos típicos de animais vadios, ou seja a esconder os filhotes por uma questão de sobrevivência. Há no entanto casos em que a relação com os donos é muito forte e as gatas procuram-nos quando a hora do parto de aproxima. Nesta altura, o local de parto já deverá estar preparado, ou correrá o risco da gata atrasar o parto para procurar um local a seu gosto.
Toda esta fase associada ao parto dura em média cerca de 6 a 12 horas; em média a expulsão de todos os gatinhos dura até 6 horas, com um intervalo de 30 a 60 minutos entre cada um. Deverá vigiar o comportamento da gata, especialmente se se tratar do primeiro parto, e assegurar-se que não ocorrem quaisquer complicações. Caso a gata não consiga libertar os gatinhos das membranas fetais e cortar o cordão umbilical poderá ajudá-la, bem como a limpar os gatinhos. Poderá também ser necessário ajudar os gatinhos a encontrar as mamas da mãe. Coloque-os junto delas e comprima o mamilo de modo a libertar uma gotas para que os gatinhos se apercebam. Se a gata não demonstrar qualquer dificuldade durante toda esta fase de parto não tente ajudá-la, já que é provável que ela não goste; não tente mesmo pegar nas crias a não ser que seja necessário.

Cuidados com a mãe e sua nova ninhada

Cerca de 12 horas depois do nascimento do último gatinho a mãe deverá apresentar um apetite normal. Caso isso não aconteça, ou a sua gata lhe parecer apática ou tiver febre ou estiver inquieta ou continuar a ter contracções consulte imediatamente o veterinário.
Caso tenha que criar um ou mais gatinhos recém nascidos que por qualquer razão perderam a mãe, não se esqueça que tem que garantir outros aspectos além do fornecimento do leite, sendo os principais realizar uma massagem do ventre para estimular a emissão de fezes e de urina, limpar a região anal com água tépida e manter os animais confortáveis e quentes, assegurando uma temperatura ambiente de cerca de 32/34ºC durante as primeiras duas semanas de vida.
Cerca das 2 a 3 semanas de idade, os gatinhos abrem os olhos e começam a arrastar-se, às 4 semanas já conseguem andar e às 5 semanas de idade correm e brincam.
Evitar a gestação

Caso tenha uma gata e não pretenda que ela venha a ter descendência, a gestação pode ser evitada utilizando medicamentos ou por via cirúrgica. Deverá aconselhar-se com o seu veterinário sobre a utilização de contraceptivos pois, tal como acontece em qualquer espécie, o seu uso não é completamente inócuo. Em termos de tratamento cirúrgico, poderá optar, depois também de se aconselhar com o seu veterinário, por diversas intervenções: uma ovariohisterectomia, ou seja a remoção dos ovários e do útero, uma ovariectomia, ou seja a remoção apenas dos ovários, uma histerectomia, ou seja a remoção apenas do útero ou uma laqueação das trompas. Nos dois últimos casos a gata continua a manifestar cio e todas as alterações de comportamento que lhe estão associadas, apenas não ficará gestante.
Caso tenha um gato, não pretenda que ele venha a ter descendência e queira evitar problemas associados ao comportamento reprodutivo, poderá optar por castrá-lo. Esta intervenção não tem qualquer risco para o animal e normalmente é realizada depois dos 9 meses de idade.

CUIDADOS ALIMENTARES

Durante a lactação, especialmente durante o primeiro mês, é importante garantir que a dieta da gata é de elevada qualidade e fornecida em quantidade suficiente. Nesta altura, as necessidades do animal aumentam apreciavelmente e é importante que não ocorram problemas alimentares com reflexo na produção de leite e com prejuízos consequentes no crescimento dos gatinhos que, nesta altura, são completamente dependentes da mãe.
A partir das quatro semanas de idade podem ser introduzidos progressivamente na dieta dos gatinhos outros alimentos que não o leite da mãe, por exemplo ração seca amolecida com água. Nesta altura poderá também começar a habituar os gatinhos ao prato do leite e a utilizar o caixote para os dejectos. O desmame completo é feito normalmente cerca das 7/8 semanas de idade.
Os gatinhos precisam ser alimentados com uma frequência superior aos adultos, Assim, considera-se adequado 3 a 4 refeições por dia para os mais jovens, até cerca dos 6 meses de idade, e 2 para os mais velhos. As refeições devem ser fornecidas sempre no mesmo horário e não devem ficar restos à disposição dos animais entre as refeições. Esta opção deve-se essencialmente à necessidade de estabelecer regras de higiene e de comportamento, já que normalmente os gatos preferem comer pequenas quantidades diversas vezes por dia. A dieta deve ser variada. Poderá optar por preparar as refeições ou por adquirir alimentos específicos para gatos já preparadas prontas a utilizar. Existem no mercados numerosas opções de rações secas e húmidas para gatos, que incluem alimentos variados. Depois da refeição, o prato deverá ser retirado, mantendo-se apenas à disposição do animal um recipiente com água fresca.
Normalmente os gatos gostam bastante de leite. No entanto, os mais velhos podem ter alguns problemas em digeri-lo, por insuficiência de lactase chegando a manifestar diarreia. Neste caso, o leite deverá ser fornecido em menor quantidade ou mesmo retirado da alimentação.
Se tiver que realizar um aleitamento artificial a um gatinho deverá preferencialmente utilizar um leite em pó específico para esse efeito, ou na sua falta, um leite em pó para bebés. O leite deverá ser fornecido à temperatura corporal, utilizando um biberão específico para o efeito, um conta-gotas ou uma seringa. A quantidade total de leite que o gatinho bebe (em média cerca de 18 a 20 ml por 100 g de peso corporal nas primeiras quatro semanas de vida) deve ser distribuída em três ou quatro refeições diárias.

Escolher e Receber

DECIDI TER UM GATO

Tem a certeza? A decisão de ter um gato pressupõe que foram ponderados diversos aspectos.
Tem mesmo a certeza que quer ter em casa um animal que apesar de carinhoso e atento, é também um companheiro altivo, pouco submisso, difícil de educar, que lhe suja a casa com pelos, que entorna a tigela da água, que anda por cima das prateleiras e móveis atirando ao chão os seus objectos favoritos e cujas unhas poderão deixar nos seus nos sofás e cortinados marcas eternas ? Quer ter em casa um habitante noctívago ? Isto tudo talvez durante 15 anos ?
Ponderados todos estes aspectos, e sendo a decisão final a de ter um gato como animal de estimação, é necessário ainda considerar que tal como acontece com qualquer outro animal de estimação, ter um gato implica custos, financeiros e de tempo.
Entre os custos financeiros, terá que contar com os referentes à sua aquisição, alimentação, desparasitações, vacinações e outras despesas de veterinário, cama, comedouro e bebedouro, caixote e material para o caixote, material de limpeza do caixote, champô e escovas, escova e pasta de dentes, arranhador, brinquedos, caixa de transporte...., entre diversos outros, uns estritamente necessários, outros que tornarão o seu animais mais feliz.
Os custos de tempo são também imprescindíveis, não se limitando ao ouvir um ronronar agradável ou ao afagar uma pelagem macia. Um gato como animal de estimação não é apenas um animal mais cómodo, que gosta de estar sozinho e nem precisa de ir à rua ! Na realidade, os gatos podem viver muito bem sem sair de casa, as suas necessidades de espaço não são muito grandes e não são animais barulhentos, mas, apesar de serem a espécie que nestes aspectos se adapta melhor ao nosso estilo de vida actual, é necessário ter a certeza que há disponibilidade de tempo para cuidar do seu bem-estar, para desfrutar da sua presença e para cuidar dele sempre da forma mais correcta. Não se esqueça que quanto mais tempo tiver disponível para o seu gato, mais carinhoso e atencioso ele será consigo.
RESPEITE A PERSONALIDADE DO SEU GATO!
Os gatos são animais com comportamentos díspares, de amizade e companheirismo, ou individualismo e independência extremos. A sua relação com o homem não é obediência, mas sim de partilha; são animais bastante independentes, voluntariosos e altivos, sendo mesmo assim carinhosos e atentos com as pessoas com quem vivem. Um gato como animal de companhia é essencialmente um companheiro.
Os gatos são instintivamente caçadores. São animais que aprendem muito por observação e são muito prudentes. Nunca se aventuram numa situação sem as certezas devidas, e em face de uma possibilidade de risco jogam pelo seguro, refugiando-se, geralmente num local alto, de modo a poderem observar o inimigo ou a situação em causa. Gostam de brincar a agarrar objectos, trepam alturas consideráveis, afiam as unhas com frequência e despertam de um sono profundo com facilidade.
Tendo a certeza da sua decisão de ter um gato como animal de estimação terá ainda que fazer diversas outras opções.
QUAL A RAÇA QUE DEVO ESCOLHER?

Uma das primeira opções a tomar será decidir a raça do gato. Relativamente aos gatos, quando o que se pretende é apenas a companhia do animal, a opção mais vulgar é por um gato doméstico comum, ou seja um gato sem raça definida. Esta opção é também, obviamente, a mais económica.

A escolha de um gato de raça está normalmente reservada a quem pretende fazer criação de gatos ou participar em exposições, existindo também, naturalmente, quem tenha uma preferência especial por uma determinada raça. Caso queira um gato de raça, mas ainda não tenha decidido por nenhuma, não opte apenas pelo aspecto físico, dedique algum tempo a investigar o que se conhece sobre essa raça, tendo em especial atenção aspectos associados ao comportamento e às preferências dos animais, os criadores e ninhadas disponíveis, o valor de aquisição dos animais, etc. Caso tenha uma predilecção especial por uma determinada raça, procure também informação sobre as suas características e verifique se se trata de animais que se adaptam ao seu estilo de vida e ao que tem para lhes oferecer.
ESCOLHO UM GATO DE PELO CURTO OU DE PELO COMPRIDO?
Associada à raça está normalmente a opção por um gato de pelo curto ou de pelo comprido. No último caso, a necessidade de cuidados com a pelagem aumenta apreciavelmente, devendo assim ter a certeza que tem tempo para cuidar diariamente da pelagem do seu belo gato de pelo comprido.
ESCOLHO UM GATINHO OU GATO ADULTO?
- A minha escolha foi um gatinho

Neste caso, fez certamente a sua escolha tendo a certeza que tem disponibilidade e paciência para criar um gatinho brincalhão, que precisa de aprender diversas regras e de ser contrariado quando faz asneiras. Escolheu assim um animal com necessidade de uma supervisão constante e que lhe roubará nos primeiros tempos bastante do seu sossego.
- A minha escolha foi um gato adulto

Esta é a escolha ideal para quem não tem muito tempo ou paciência. Um gato adulto normalmente já está habituado a utilizar o caixote e a não fazer disparates em casa. No entanto, não se esqueça que o seu animal adulto pode não ter os hábitos que idealizou e que agora vai ser mais difícil que se habitue. Se pretende passar uns serões sossegado no sofá na companhia do seu gato, um animal mais velho é certamente a escolha ideal. Se existem crianças em casa um gato mais velho é também muitas vezes a escolha acertada, já que é um animal geralmente mais tolerante às brincadeiras e mimos imprevisíveis das crianças.
ESCOLHO UM GATO OU UMA GATA?

Sobre este aspecto há também diversos pontos a considerar. Caso pretenda que o animal, macho ou fêmea, venha a ser castrado, a opção é relativamente indiferente; caso contrário informe-se sobre os comportamentos dos machos e das fêmeas relacionados com a reprodução, antes de fazer a sua opção.

De uma forma geral, as fêmeas são mais meigas e mais asseadas. No entanto, durante o período de cio as gatas alteram bastante o seu comportamento. Tornam-se bastante mais inquietas, numa procura constante dos companheiros; roçam-se nos objectos e nas pessoas, ficam mais carinhosas e vocalizam de uma forma que se assemelha ao choro de uma criança.
Os gatos são normalmente mais autónomos do que as gatas, chegando mesmo a ser algo vadios quando têm acesso ao exterior; marcam o território quando sentem uma fêmea em cio nas proximidades e especialmente quando existem diversos gatos no mesmo local, fazendo-o, entre outras formas com urina. Este tipo de comportamento não acontece nos animais castrados.
A CHEGADA À NOVA CASA
Está na altura de preparar a sua casa para a chegada do novo animal de estimação. Deverá então providenciar algum equipamento que o seu gato vai necessitar:
- Recipientes para a água e para a comida - Alimentos adequados para o animal - Recipiente para os dejectos (liteira, caixote)- Areia/granulado para o caixote- Cama- Escovas, pentes, champô- Arranhador- Brinquedos- Coleira, peitoral, chapa de identificação- Caixa de transporte
Os recipientes para os alimentos e para a água devem ser colocados num local em que não incida a luz solar e nunca próximo do caixote destinado aos dejectos. Relativamente ao recipiente da água é preferível um que não se vire facilmente. Para os dejectos, poderá optar por um recipiente qualquer que tenha em casa e que sirva para o efeito, ou adquirir um caixote específico para gatos em qualquer loja que comercialize este tipo de produtos. Neste caso poderá mesmo optar por um caixote com cobertura, que é mais higiénico e previne odores. É mais vantajoso optar por areia ou granulado apropriados, disponíveis em embalagens de várias dimensões em qualquer supermercado ou loja de produtos para animais. Apesar de mais dispendioso do que um material comum, tem uma capacidade de absorção de líquidos e maus odores superior, e permite limpezas menos frequentes. Providencia uma cama confortável, já que os gatos passam muito tempo a dormir, por vezes mais de 70% do dia ! Com uma cama confortável evitará que o seu gato escolha locais menos adequados para dormir, alguns que poderá nem suspeitar que ele gosta. Coloque a cama num local de temperatura amena e preferencialmente num nível superior ao solo. Um arranhador, ou seja, uma superfície adequada para o seu gato afiar as unhas é sempre um bom investimento, já que poderá poupar-lhe as arrelias e as despesas associadas a móveis, cortinados e sofás arranhados. Poderá adquirir estes objectos em lojas de produtos para animais ou construir um em casa utilizando por exemplo uma tábua forrada com um tecido resistente. O arranhador deverá ser mantido inclinado ou em posição vertical para que o gato consiga arranhar. Um brinquedo pendurado no arranhador estimulará os gatos a utilizá-lo. Poderá adquirir alguns brinquedos específicos para gatos ou tentar construí-los em casa. De uma forma geral os gatos preferem brinquedos e brincadeiras que incluam qualquer estrutura a balançar ou a movimentar-se e que lhes permitam manifestar os seus instintos de caçadores (apanhar a presa), aperfeiçoar habilidades e desenvolver capacidades.
Depois da chegada à nova casa, o seu gato poderá demorar alguns dias até se sentir à vontade. Nos primeiros dias deixe-o ter acesso apenas a uma divisão da casa, idealmente aquela onde ficarão os recipientes de alimento e água e o caixote. Normalmente ao fim de dois ou três dias o gato já comerá, beberá e utilizará o caixote sem dificuldade. Quando o gato, à sua entrada, se aproximar e se sentir confortável com a sua presença, poderá então deixá-lo ter acesso a toda a casa, progressivamente, e sem o pressionar, pois caso ele tenha algum receio fugirá para se refugiar em qualquer local. A interacção com brinquedos é muito importante nesta altura para que o animal se sinta à vontade em casa. Caso existam em casa crianças e outros animais de estimação, o contacto deverá ser gradual. Naturalmente, se existirem crianças pequenas em casa os cuidados devem ser redobrados. Isto não significa que os gatos constituam algum perigo para as crianças; no entanto, as brincadeiras das crianças são imprevisíveis, um novo gato, especialmente se pequeno, é obviamente irresistível, e o seu animal de estimação quando não tolerar as brincadeiras ou não fugir para se esconder, apenas tentará defender-se do que desconhece ou julgue não lhe ser favorável. Não se esqueça, a fase de habituação do seu gato ao novo lar e aos novos hábitos pode ser demorada !
Mesmo quando tiver a certeza que o gato está habituado à nova casa não descure o tempo que lhe dedica. A interacção com os donos é muito importante para uma boa relação. Guarde sempre algum tempo do dia para desfrutar da sua companhia, especialmente para brincar com ele e para o educar, o que requer bastante paciência. A educação dos gatos deve basear-se essencialmente na repetição das regras a aprender, pois a prudência e a necessidade de segurança desta espécie fazem com que aprendam essas regras porque reconhecem que para eles serão vantajosas. Tenha sempre em mente que um gato fará algo porque reconhece que isso lhe trará benefícios e deixará de fazer se reconhecer que a sua acção lhe será prejudicial. Obtêm-se também melhores resultados de educação através de recompensas, especialmente comida, do que reprimindo as suas acções. Ensinar o seu gato a reconhecer o nome é também um processo que requer paciência. Chame-o sempre na altura de comer, quando pretender brincar com ele ou fazer-lhe uma festa; assim, ele associará o nome a acontecimentos agradáveis e responderá ao seu chamamento. Caso o seu gato passe muito tempo sozinho, providencie algo que o possa entreter, como por exemplo um local onde ele se possa deitar junto de uma janela fechada que lhe permita observar o que se passa do outro lado desta

Animal de estimação - Gato


Aqui está um óptimo companheiro !

Se o que pretende é mesmo uma relação de companhia, o gato é sem dúvida o animal ideal para si. Com efeito, o individualismo e a independência que caracterizam estes animais, exigem que sejam tratados como iguais e não como pertença seja de quem for.

Pretendemos que a sua relação com o seu gato seja recompensadora. Por isso, disponiblizamos neste local diversas informações sobre a espécie, esperando assim contribuir para que o seu animal se mantenha saudável e se sinta feliz na sua companhia.




Fonte: http://www.vetpermutadora.pt/gatos.htm